Impacto do exercício de força expiratório na pressão da via aérea superior e na abertura pulmonar

Exercícios de contra resistência expiratória são amplamente utilizados na fisioterapia respiratória e atualmente na fonoaudiologia.

Eles impactam positivamente na força muscular expiratória, na mobilidade da laringe, no vedamento glótico entre outros.

O treshold e o Epap são os grande representantes deste grupo. Para a fonoaudiologia, o dispositivo denominado EMST tem exatamente a mesma função de treinamento expiratório.

Em 2012, Nidia Hernandes e Fábio Pitta avaliaram os efeitos do EPAP fornecido por uma máscara facial com resistor de carga de mola na hiperinflação dinâmica durante o exercício.

O estudo foi realizado com pacientes com DPOC que desenvolveram hiperinflação dinâmica durante um teste de esforço submáximo por tempo limitado anterior.

Ao comparar os volumes pulmonares medidos antes e imediatamente após o exercício em ambas as condições (sem e com EPAP), os autores descobriram que a capacidade inspiratória e a capacidade residual funcional mudaram significativamente menos quando a EPAP foi aplicada.

Os autores levantaram a hipótese de que essa atenuação da hiperinflação dinâmica com o uso de EPAP durante o exercício estava provavelmente ligada à redução da compressão e ao colapso dinâmico expiratório das vias aéreas, além de uma redução na carga limiar inspiratória nos pulmões hiperinflações de pacientes com DPOC, melhorando o acoplamento neuromuscular.

Já em 2018, Gass et al propuseram que a hiperinsuflação pulmonar é um mecanismo fundamental relacionado à dispnéia e limitação do exercício em pacientes com DPOC.

A aplicação da pressão positiva expiratória nas vias aéreas (EPAP) durante o exercício nesses pacientes pareceu reduzir a hiperinsuflação dinâmica, com resultados controversos na tolerância ao exercício e dispneia.

Os autores contribuíram com o conhecimento que usando um teste de carga constante de alta intensidade com medidas seriais da capacidade inspiratória durante o exercício, duas intensidades de pressão positiva expiratória nas vias aéreas (5 e 10 cm H2O) causaram uma tendência a diminuir a tolerância ao exercício sem benefícios significativos na dispneia e hiperinsuflação pulmonar.

A maioria dos indivíduos (67%) mostrou uma redução na tolerância ao exercício (> 5%) com pressão positiva expiratória nas vias aéreas 10 cm H2O. As restrições ventilatórias e hemodinâmicas induzidas pela pressão positiva expiratória nas vias aéreas parecem explicar esses achados.

Uma das maiores autoras sobre o treinamento muscular expiratório para a fonoaudiologia é a Dra Cristine M Sapienza. Seus artigos e estudos impactam positivamente na construção de uma lógica sobre melhora da tosse, da proteção da via aérea, de processos de deglutição entre outros em várias patologias.

Emily Plownan inovou em apresentar e descrever vários estudos demonstrando a possibilidade da realização de treinamento muscular expiratória na Esclerose lateral amiotrófica.

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